Não se esconda atrás de um falso sorriso. Você tem o direito de não estar bem.
Paulo coelho. (via encenou)
Pensava que escrevia por timidez, por não saber falar, pelas dificuldades de encarar a verdade enquanto ardia, arvorava, arfava. Há muitos que ainda acreditam que começaram a escrever pela covardia de abrir a boca. Nas cartas de amor, por exemplo, eu me declarava para quem gostava pelo papel, e não pela pele, ainda que o caderno seja pele de um figo. O figo, assim como a literatura, é descascado com as unhas, dispensando facas e canivetes. Não sei descascar laranjas e olhos com as unhas, e sim com os dentes. Com as mãos, sei descascar a boca do figo e o figo da boca, mais nada. Acreditei mesmo que escrever era uma fuga, pedra ignorada, silêncio espalhado, um subterfúgio, que não estava assumindo uma atitude e buscava me esconder, me retrair, me diminuir. Mas não. Escrever é queimar o papel de qualquer forma. Desde o princípio, foi a maior coragem, nunca uma desistência, nunca um recuo, e sim avanço e aceitação. Deixar de falar de si para falar como se fosse o outro. Deixar a solidão da voz para fazer letra acompanhada, emendada, uma dependendo da próxima garfada para alongar a respiração. Baixa-se o rosto para levantar o verbo. É necessário mais coragem para escrever do que falar, porque a escrita não depende só de ti. Nasce no momento em que será lida.
Fabrício Carpinejar.  (via returneed)
Uma pergunta, quantas vezes você pensou que não iria suportar, e suportou? Temos esse costume de acharmos que não iremos suportar quando, na verdade, aguentamos caminhar mais alguns quilômetros. Claro, é difícil, ninguém nunca disse que seria fácil. Os obstáculos surgem ao longo do caminho. Mas você irá parar quando avistá-los? Pergunte à si mesmo, “Eu vou parar quando avistar os obstáculos?” Torço para que você responda, não. O seu esforço, além de ser uma das chaves que abre algumas portas fechadas, vale muito.
Um coração valente.  (via readmitir)
Não morremos por acaso, morremos porque o nosso prazo para ser feliz acabou.
Os porquês de Amélia Roswell.    (via capacitado-s)
Caí em meu patético período de desligamento. Muitas vezes, diante de seres humanos bons e maus igualmente, meus sentidos simplesmente se desligam, se cansam, eu desisto. Sou educado. Balanço a cabeça. Finjo entender, porque não quero magoar ninguém. Este é o único ponto fraco que tem me levado à maioria das encrencas. Tentando ser bom com os outros, muitas vezes tenho a alma reduzida a uma espécie de pasta espiritual. Deixa pra lá. Meu cérebro se tranca. Eu escuto. Eu respondo. E eles são broncos demais para perceber que não estou mais ali..
— Charles Bukowski  (via aluida)